Matéria Publicada na 117 Edição da Revista Premier Joinville

Inclusão de prótese mamária, mamoplastia de aumento, cirurgia de aumento mamário, são vários os sinônimos desta cirurgia tão procurada e desejada pelas mulheres, a segunda cirurgia plástica mais realizada no Brasil.

 

Início e atualidade:

A primeira cirurgia de aumento mamário com implantes de silicone foi realizada em Houston, Texas, em 1962 pelos cirurgiões Frank Gerow e Thomas Cronin. Diversas mudanças ocorreram ao longo destes 55 anos, principalmente nas características das próteses. Os implantes passaram por várias modificações, sendo que as mais marcantes foram no tipo do silicone e na membrana de revestimento, para torná-los mais resistentes, ter melhor aspecto no pós-operatório e reduzir complicações tardias.

 

Tipos e formatos:

Existem vários tamanhos de próteses disponíveis e também várias formas. De maneira geral, podemos dizer que as próteses são redondas, anatômicas ou cônicas. As próteses redondas são as mais utilizadas, seu formato permite preencher e aumentar a mama como um todo, sendo uma de suas vantagens deixar o colo mais evidente. Próteses anatômicas também são conhecidas como próteses em “gota” devido ao seu formato quando vista em perfil. Seu uso tem se tornado mais frequente nos últimos anos, sendo muitas vezes solicitada por pacientes que desejam colo menos marcado e aspecto “o mais natural possível”. Próteses cônicas, como o nome sugere, tem forma de um cone, com grande projeção, mas sem mostrar a aparência arredondada do implante.

 

Qual o tamanho ideal?

Os tamanhos de próteses são inúmeros e a escolha daquele ideal para cada paciente é um processo que analisa vários fatores. Procuramos sempre inserir uma prótese que seja proporcional a altura e a outras características físicas, como o tamanho do tórax. Próteses muito grandes podem dar um aspecto artificial e aumentar a chance de surgirem estrias. Próteses pequenas podem não preencher a mama por completo, trazendo um resultado também insatisfatório. Aqui é importante lembrar: um tamanho que ficou perfeito para uma paciente pode não ser o ideal para outra, pois cada uma tem características físicas e expectativas diferentes!

 

Acima ou abaixo do músculo?

A escolha do local talvez seja a maior dúvida depois do tamanho da prótese. Neste quesito, o desejo da paciente é algo importante, mas devemos avaliar principalmente a quantidade de tecido mamário presente. Pacientes muito magras, aquelas com mamas muito pequenas e aquelas sem muito tecido na parte superior da mama são geralmente candidatas ao plano submuscular (abaixo do músculo peitoral). Já as pacientes que possuem uma quantidade maior de tecido mamário têm maior liberdade na escolha do plano, podendo optar entre o plano submuscular, subglandular ou subfascial.

Onde fica a cicatriz?

Para inserir a prótese precisamos realizar uma pequena incisão de 4 a 5cm. Esta incisão cirúrgica pode ficar no bordo inferior da aréola, na axila ou no sulco mamário (inframamária). A cicatriz no bordo da aréola é utilizada quando precisamos reduzir o seu tamanho, para isto aproveitamos a cicatriz por onde será inserida a prótese. Este acesso também é usado nas pacientes que possuem uma forma diferente de mama, chamada mama tuberosa. A incisão na axila tem a vantagem de não deixar cicatriz na mama, porém ao elevar os braços podemos notá-la em alguns casos. O local mais comum da incisão é no sulco mamário, onde a mama “encontra” o tórax. Este é normalmente o local de escolha, pois a cicatriz torna-se muito discreta e é facilmente escondida pelo sutiã ou biquíni.

 

Detalhes sobre a cirurgia:

Embora seja um procedimento relativamente rápido, com duração de 1 a 2 horas, esta cirurgia deve ser realizada em ambiente apropriado, seja clínica especializada ou hospital. Somente com estrutura adequada podemos oferecer a segurança e o conforto que a paciente precisa para iniciar o pós-operatório da melhor forma. A presença do anestesista também é um fator muito importante, este profissional contribui significativamente para a segurança de todo o ato operatório. A anestesia usada pode ser local associada à sedação, peridural ou anestesia geral, sendo que a escolha dependerá das condições da paciente e da preferência do anestesista e do cirurgião. A alta normalmente ocorre cerca de 12 horas após a cirurgia, em poucos casos pode-se deixar a paciente internada para alta no dia seguinte.

 

O pós-operatório é muito difícil?

As pacientes geralmente queixam-se de dores leves, que aliviam facilmente com uso de analgésicos. Os pontos das cicatrizes são absorvidos pelo corpo gradualmente, sem a necessidade de serem retirados. Orientamos o uso de modeladores cirúrgicos por cerca de 30 dias. No período inicial os retornos no consultório são mais frequentes, tornando-se mais espaçados com o tempo.

 

Lembre-se, cirurgia plástica é com o Cirurgião Plástico. Só um profissional reconhecido pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica pode indicar e oferecer o melhor tratamento para você.

 

Dr Guilherme Bächtold (CRM 17.588 / RQE 14881) é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

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